outubro 7, 2019

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Avaliação de risco cirúrgico

Durante muito tempo a possibilidade de ocorrência de um problema cardíaco durante uma cirurgia era calculado em função da complexidade da cirurgia e da idade do animal. As cirurgias mais demoradas e/ou muito complexas (principalmente nos animais idosos ) seriam as de mais alto risco. Porém, não raramente, animais novos submetidos a procedimentos de baixa complexidade morriam. E a anestesia ou o coração eram sempre os culpados. Hoje sabemos que muitos animais padecem de doenças cardíacas e não apresentam sinais clínicos , apenas estão compensados. A Avaliação Risco Cirúrgico no Pré-operatório veio atender a necessidade de oferecermos mais seguranças para os animais que padecem de doenças cardíacas, os idosos, doentes renal, etc. Entretanto esta avaliação ainda não é rotineira e muito dos animais ainda são operados sob riscos desconhecidos e desnecessários. O correto é o animal ser submetido a uma série de exames com a finalidade de se determinar o estado funcional dos vários sistemas orgânicos.

E após a interpretação dos resultados dos exames gerais, o clínico cardiologista irá verificar de forma mais detalhada o funcionamento do coração e estabelecer o grau de risco cirúrgico do doente ou recomendar que o animal receba um tratamento preliminar para que possa ser operado dentro de parâmetros mais confortáveis e seguro. Lamentavelmente os exames pré-operatórios ainda são visto como uma despesa desnecessária e, o que vemos na prática, são complicações que poderiam facilmente ser evitada. Lembre-se: a função principal do procedimento é diminuir a morbidade e a mortalidade nos pacientes que estão necessitando de cirurgia. Caso o seu pet esteja “saudável” e será submetido a um procedimento anestésico e/ou cirúrgico, converse com o clínico que lhe dá atenção e solicite estes procedimentos. Atenção, quem ama cuida!

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